segunda-feira, 13 de abril de 2015

Vila Velha/PR - Encaramos a Trilha da Fortaleza

Nunca fui de praticar esportes (nem vou render com vocês defendendo dança/ballet/zumba como esporte) e de fato acredito que meu corpo não é capaz de produzir endorfina enquanto eu pratico atividade física. Na academia eu só penso na dor dos músculos e fico desejando que tudo acabe logo.

Faz pouco mais de um ano que mudei radicalmente minha alimentação e minha rotina. E, pra 2015, quis me desafiar um pouco mais. Decidi topar coisas antes "intopáveis". Decidi aceitar convites de pedal/caminhada/corrida que antes negava sem nem saber como era. Parte disso foi o motivo de eu aceitar o convite da família Schnitzler para ir à Vila Velha fazer a Trilha da Fortaleza.

Nem pensei nos 16km. Nem pensei no quão cedo eu teria que acordar para estar 8h da manhã lá. Simplesmente respondi que ia e me foquei no que teria que providenciar para realizar o passeio.

1-Roupas apropriadas
Leves e confortáveis. Usei uma camiseta, legging e tênis. Levei também uma muda de roupa extra (que usei apenas a camiseta pra trocar na volta pra casa).

2 - Acessórios indispensáveis
Repelente, protetor solar, boné, prendedor de cabelo, boné e mochila para carregar tudo.

3 - Alimentação
Uma vez que a caminhada duraria cerca de 7 horas, procurei por alimentos leves e práticos: fiz 2 sanduíches de queijo branco com peito de peru, peguei uma maça e uma banana, 1 barrinha de cereal, uma barrinha de fruta, 3 pés de moleque pequenos, 1 pacotinho de Belvita e 1 club social. Exagerei nesse item. O consumo foi dos sanduíches, das frutas e das barrinhas. Sendo que as frutas consumi no carro voltando pra casa.

4- Bebidas
Reservei 3 garrafinhas de água, 2 de água normal (tá eu confesso, era saborizada) e 1 garrafinha de isotônico. Dava cerca de 1,7l. Consumi 100% do que levei. A dica que o Elcio me deu foi congelar uma das garrafinhas para que ela vá descongelando no caminho mantendo as frutas e sanduíches frescos e eu ainda teria bebida geladinha no fim do trajeto.

Como eu conheço bem meu corpo o que eu fiz extra foi: não consumi muitos líquidos na refeição noturna nem no café da manhã. Sabia que teria poucas chances de ir ao banheiro no dia seguinte e resolvi me prevenir.

Acordamos 5h15 da manhã, nos arrumamos, e saímos por volta de 6h15 de Curitiba. Chegamos tranquilamente no Parque Estadual de Vila Velha às 7h30.

O local é bem organizado e no centro de visitantes o banheiro é bem limpinho. Fomos recebidos pelo Guia Gabriel e pagamos a taxinha de R$ 36,00 por pessoa.

O passeio começa com um relaxamento/alongamento, MUITO IMPORTANTE pro corpo se preparar para o que está por vir. Fomos orientados a ir ao banheiro e alertados de que não existem banheiros durante o trajeto e devemos evitar ao máximo usar o matinho de banheiro pra não demarcar território que já é do lobo guará e outros pedradores da região. Ainda bem que eu já tava evitando líquidos!

Pé na trilha e o passeio começou com este visual:


A primeira parte do percurso é de subida, tudo bem tranquilo e com pequenas paradinhas para explicações sobre vegetação nativa x vegetação exótica, origem dos arenitos e revoadas dos pássaros da região. Rapidinho chegamos na trilha dos arenitos - que é a trilha calçada "obrigatória" pra que vai à Vila Velha. Esta parte do passeio é muito tranquila. Coloquei o nome das formações mais conhecidas.
O Camelo

O Índio


A Bota

A Taça, pai e filho Schnitzlers e eu!
Terminada a trilha dos arenitos é panturrilhas trabalhando e dêlhe subida até a Fortaleza, caminhamos boa parte do caminho no asfalto (estradinha que o ônibus percorre no parque) e por umas clareiras que eles abrem no campo para que o fogo não se alastre de uma área para outra do parque. 

O Arenito que configura a fortaleza  fica dentro de uma pequena faixa de Floresta tropical mista (trilha de 300m bem tranquila), na saída da "selva" paramos por uns 30 min para lanchar, tomar uma água antes de sair em frente. Até aí a camelada foi de 6km e seguimos pelos 4 km mais tranquilos da trilha (cheio de descidas) e chegamos na Cachoeira do Rio Quebra Perna, água limpinha, transparente, um convite pra quem curte água gelada e banho de cachoeira. Eu fui logo tirando o tênis e molhando os pés pra descansar um pouco.

Cachoeira do Rio Quebra Perna

Passada a hidromassagem era hora de seguir pelos últimos 6 km de trilha e foi nessa hora que o bicho pegou. Dêlhe subida, virava curva e mais subida, sofriiiiiiiiiiiii, a panturrilha véia ardeu e perdi o fôlego por diversas vezes. Mas me mantive de pé, tive o apoio do Guia e dos Schnitzlers e venci o trecho até furnas!!!! 

Furnas
Furnas

Aí foi entrar no ônibus do parque e ir motorizada até a lagoa dourada. A água é tão transparente que dá pra ver vários peixes!

Lagoa Dourada

Foi difícil, foi.
Foi sofrido, foi.
Foi igual vestibular. Mas depois que passou ficou o registro de todas as paisagens que pude contemplar e o orgulho de ter superado os 16km. Ainda que toda dolorida, terminei de pé.

Valeu Vila Velha!




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