sábado, 28 de dezembro de 2013

Desbravando o Paraná - conhecemos o Guartelá

Na contramão de quem vai passar o ano novo no litoral, resolvemos viajar para o interior do estado rumo ao Cânion do Guartelá que fica entre as cidade de Castro e Tibagi. Pertinho, pertinho da capital.

Quem embarcou nessa? Eu, o Elcio, minha amiga de infância Gabbi e o marido dela, Derek. O objetivo da viagem era conhecer o lugar e passar um tempo gostoso com os amigos, uma vez que só vejo a Gabbi uma vez por ano!

Na bagagem: roupas leves, roupas de ginástica, água, protetor solar e repelente (os últimos 3 são indispensáveis). Na cabeça a vontade de se divertir e viver histórias pra poder contar depois.

Saímos de Curitiba e fomos direto ao Parque Estadual do Guartelá. Chegamos lá por volta de 13h. O acesso é fácil, a estrada está em ótimas condições tendo apenas um pequeno trecho de estrada de chão do portal do parque até o estacionamento.

Primeiro entrave: o parque não possui estrutura de alimentação, não tem lanchonete, nem restaurante, não há nada por perto. Como estávamos sem almoçar e o guia nos informou que a trilha levaria pelo menos 2h achamos melhor andar os 19km até Tibagi para almoçar.

Segundo entrave: Tibagi não tem estrutura de alimentação. Apesar de ter sido escolhida "Melhor cidadezinha do Brasil" (concedido pelos leitores da Revista Viagem e Turismo e do Guia 4 Rodas), não encontramos bons restaurantes no local e como já passava das 13h30 foi bem complicado achar um lugar para almoçar. Acabamos por comer na lanchonete do Supermercado Cristal, eu e o Elcio comemos um PF e a Gabbi e o Derek comeram pizza. comidinha honesta e barata. Mas o serviço (de uma maneira geral em Tibagi) é lento. Nós precisávamos voltar ao parque até 16h para conseguir fazer a trilha antes do fechamento que é 18h. A demora no restaurante nos preocupou e atrasou bastante. Acabamos chegando bem na hora da chuva!

O dilema: encarar a chuva ou fazer trilha no outro dia pela manhã? Depois de discutir e analisar a o clima decidimos por encarar a caminhada até o mirante.

Pra baixo todo santo ajuda!!!!!!!!!!! Descidas e mais decidas em trilha calçada. Tranquilo! Mas em pensamento todos nós pedíamos forças ao Senhor para subir depois!

Eu e a Gabbi molhadas de chuvas mas ainda com energia para encarar as trilhas!

Atravessamos uma pequena floresta!


Derek na saída da trilha da floresta.

Primeira parada, chegamos aos panelões! Ah os panelões de água natural!!!!! No calor que estava eu não pensei 2 vezes:

 Tirei o tênis e entrei no rio! Com o calor do verão a água estava uma delícia, na primeira pisada eu já deslisei e apesar nos inúmero avisos do Elcio e da Gabbi eu me descuidei e...


Caí. Nada demais. Só fiquei um pouco dolorida no dia seguinte.

Já que eu tinha caído mesmo pulei dentro do panelão. Normalmente a força da água é maior e é possível fazer hidromassagem, ontem a água tava fraquinha que só. Mesmo assim, eu achei uma delícia.

Terceiro entrave: como sair do buraco. Quando pulei eu não imagina que era tão fundo. Lá dentro eu simplesmente não sabia como sair. Lá foi o Elcio fazer uma "forcinha" pra me tirar de lá!

De volta pra trilha era hora de retocar o repelente. 

Seguimos mais uns 100 metros de caminhada e chegamos ao mirante do Cânion, vista maravilhosa, muitas fotos!!!!!!!!









 A volta foi um perrengue. É preciso preparo físico. Faltou pulmão e faltou perna. Determinada a Gabbi subiu tudo rapidinho com o Derek. Eu fiquei pra trás mas com o incentivo do Elcio e caminhando um bom tempo de costas, superei o subidão!

Era hora de relaxar, tomar banho e descansar. Em Tibagi, escolhemos o Hotel Itagy para ficar. As reservas já estavam feitas, o hotel é confortável e bem limpo. O preço da diária é bem justo!






 O restaurante do hotel é bem gostoso, jantamos por lá mesmo. O serviço é demorado mas a comida é caprichada. Depois de muitas caipirinhas o Derek colocou apelido em todos nós. A Gabbi e eu agora somos a dupla Batata e Batata frita, o Elcio é o Polenta e o Derek que, insistia em se chamar de "Guapo", acabou virando o Guacamole! Tudo rendeu boas risadas! Fui dormir feliz!

Depois de um café da manhã gostoso no hotel, era hora de voltar pra casa. O clima sempre melancólico da volta foi acompanhado das paisagens lindas dos Campos Gerais.



Paramos na Colônia Witmarsun para almoçar. Comemos um café colonial bem simples por R$ 22,00 a pessoa. Muita gente recomenda o local e comenta sobre a comida alemã e tal. Não achamos nada de mais. Talvez porque nossa expectativa estava alta demais.

Enfim, nos divertimos e conhecemos lugares novos gastando pouco! Sempre vale uma viagem na parceria de bons amigos! Renova as energias!

Valeu Gabbi e Derek pela companhia.

Beijos da Batata Frita.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O que valeu e o que não valeu no Costão do Santinho Resort

Encare assim: este post não é uma avaliação do hotel, não tenho pretensão nenhuma de fazer isso. Até porque não sou especialista em turismo. Apenas gostaria de contar como foi meu fim de semana no Costão.

Para que se entenda melhor preciso primeiro dizer que a minha família gosta de:
- curtir EM FAMÍLIA
- comer bem
- dormir bem
- fazer passeios EM FAMÍLIA
- ter sossego
- fazer atividades com a Isa, filha da minha irmã Nicole de 2 anos e meio

Foi exatamente isso que meus pais procuravam quando escolheram o Costão do Santinho Resort para passar o último fim de semana, mas acredito que a proposta do hotel seja bem diferente do que esperávamos. O que encontramos:

- Vida mansa, você não precisa caminhar (existem vans que te levam a todos os locais), não precisa cozinhar, limpar ou qualquer coisa do tipo
- Muitos funcionários para nos servir, todos prestativos e simpáticos
- Muitas opções de recreação: para bebês, adolescentes, adultos, crianças e idosos: a maioria delas em grupos isolados,  sem opções para que a família se divirta unida :(
- Uma comida OK. Nada de especial. O que gostei mesmo foram das ostras ao vapor de vinho e de cachaça e a Nicole se apaixonou por uma Crostata de Abacaxi, mas de resto, não tinha nada de mais.
- Piscina coberta aquecida que não era tão quentinha mas valeu a diversão (fizemos uma aula de hidroginástica que foi muito produtiva)
- Quartos com móveis antigos e um bidê no meu banheiro que me dizia: "faz muito tempo que não passamos por uma reforma!"
- O Elcio (como já era de se esperar) assistiu à clinica de tênis e correu na melhor esteira do sul do mundo
- Muita pressa - pressa pra comer, pra tirar a mesa, pra garantir a reserva no restaurante, pressa, pressa, pressa. Uma surpresa para nós! Os horários são rígidos. Você entra 10h15 para tomar café no restaurante e em ponto eles retiram a comida 10h30. Se a comida é retirada 10h30 a entrada ao restaurante deveria ser até 10h, não? Bom, é assim que na maioria dos hotéis que frequentamos.
- Muita gente, uma passação louca de pessoas, filas e muvuca
- Muita bebida, pena que meu fígado não é mais meu coleguinha...

Agora o que realmente valeu:
- Valeu brincar com a minha princesa das coisas mais simples e mais divertidas
- Valeu dar risada, pela quinta vez, vendo uma parte de Marley & Eu
- Valeu dormir deitada no melhor travesseiro que experimentei
- Valeu relaxar com a minha mãe na piscina
- Valeu almoçar sem trocar a roupa da piscina só pra ver meu pai chateado
- Valeu passar mais tempo com as pessoas que mais amo no mundo

É isso! A minha família Coradin não curte muito o clima "Ai que delícia, meus filhos estão na recreação, não preciso me preocupar com eles então vou tomar um whisky e fazer uma sauna".

A gente gosta é de estar junto!

Pai e mãe, muito obrigada pelo fim de semana. Estar com vocês é o que vale!